Antes de começar para o público em geral, o FFF08 já arrancou para os participantes num dos workshops que integram as actividades paralelas do festival. As acções de formação (de produção de filmes e de produção de bandas sonoras para filmes) constituem uma aposta forte da 4ª edição do Faial Filmes Fest, como forma de envolver os faialenses no evento, através desta componente mais teórico-prática, mas também de dar início a um plano de formação a longo prazo, que certamente se repercutirá também no próprio festival.

O cinema será porventura a forma de Arte que mais expressões artísticas alberga. A música, obviamente, não poderia faltar à sua comemoração, daí que o Faial Filmes Fest contemple também uma componente musical, espalhada por vários locais da cidade da Horta e diversificada na sua sonoridade. Desde Cabo Verde a um universo de sons urbanos que mistura a composição orgânica com a electrónica, passando pela fusão de instrumentos numa original e apaixonada paródia insular, serão vários e bons os motivos para que a festa do cinema perdure pela noite, embalada pela música.


Workshops

OFICINA DE PRODUÇÃO DE FILMES EM PLANO SEQUÊNCIA
22 a 28Nov. | Escola Secundária Manuel de Arriaga
Formador: Fausto André
Duração: 1 Semana (5 x módulos de 3 horas + rodagem no fim-de-semana)
Horário: Das 18h30 às 21h30
Custo: 10 €
Destinatários: Aberto a todos os interessados em cinema
Número máximo de participantes: 12

Abordagem
O plano sequência é o momento da magia do cinema por excelência. É um plano sem cortes de longa duração que encerra em si próprio uma pequena história, um significado preciso e uma possível ideia do que é o cinema.
No momento em que cessa a montagem, o filme pára. Parece que o tempo se dilata e o espectador acompanha esse imenso movimento que sabe ser aquilo que o transporta para a essência de um personagem ou do próprio filme.
Com os irmãos Lumière o cinema nasceu em planos sequência. E o cinema mudou quando Alfred Hitchcock concretizou a experiência radical de realizar um filme inteiro em plano sequência (A Corda de 1948). A experiência do cinema directo com as suas longas e pulsantes imagens redefiniram o olhar sobre o real. Num único plano tudo pode acontecer.
Esta oficina teórico-prática propõe que cada participante seja introduzido às técnicas básicas de filmagem para então criar livremente a sua própria proposta de plano sequência que irá filmar com a ajuda de um ou mais colegas.

Fausto André Cardoso: Formado com grau de mestre em Ciências da Comunicação, variante de Cinema pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Frequentou o curso internacional de arquivo e restauro cinematográfico ARCHIMEDIA e o curso de realização de documentários dos ATELIERS VARAN para o qual realizou o documentário D. Virgínia.
Trabalhou em investigação para o LABCC da FCSH/UNL e para a Cinemateca de Bolonha.
Integrou vários projectos principalmente com a função de direcção de som dos quais destaca Fernando Calhau – Work in progress de Luís Miguel Correia, O que pode um rosto de Susana Nobre, Bitú de Leão Lopes, Making of Cinema e Sereias de Dina Lopes.


WORKSHOP DE COMPOSIÇÃO DE BANDAS SONORAS
29 a 30 Out. | Escola Profissional da Horta
Formador: Nuno Costa
Horário: Das 18h00 às 20h30 - 21:30 - 23:00
Custo: 10 €
Destinatários: Aberto a todos os interessados em Música

Abordagem
§ História da Música: breve descrição sobre os vários movimentos artísticos e a sua aplicação directa na historia do cinema.
§ Efeitos visuais e terminologias musicais.
§ Análise e críticas de cenas e excertos importantes na história do cinema, onde estejam patentes as diferentes funções dramáticas da música.
§ Função primária/secundária da música num filme: o uso de música original, música de fundo, que contenha ambas as funções, etc.
§ Composição da música para um filme: um olhar sobre os vários procedimentos a ter em conta na criação de uma banda sonora.
§ Debate sobre os procedimentos e técnicas de análise na relação imagem/música: Visualização de excertos de filmes com e sem música.

Nuno Costa: Iniciou os seus estudos musicais na Academia de Amadores de Música em 1998. Posteriormente, ingressa na escola do Hot Club Portugal, tendo em 2002 recebido uma bolsa de estudo para a conclusão dos seus estudos nesta escola. Em 2003, novamente como bolseiro, prossegue a sua formação na Berklee College of Music, tendo terminado o curso de Film Scoring em 2005.
Como concertista, e nas mais diversas formações, passou por palcos como CCB, Hot Club, XII Festival de Jazz de Macau, Teatro Gil Vicente, Seixal Jazz, Teatro São Luís, assim como vários outros festivais e iniciativas no âmbito da música jazz.


 

 

 

 

 


Concertos FAIAL FILMES FEST 2008

27 Out. | 00:30 | Espaço Líquido
Pedro Nuvem

Pedro Nuvem é um compositor e interprete português desde 1990's. As composições são baseadas em voz e viola baixo (acoustica, electrica e contrabaixo). O primeiro àlbum:: "Time is never enough.." está em masterização no momento e sairá brevemente.
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28 Out. | 00:30 | Café Cine-Teatro
Nuno Costa
Iniciou os seus estudos musicais na Academia de Amadores de Música em 1998. Posteriormente, ingressa na escola do Hot Club Portugal, tendo em 2002 recebido uma bolsa de estudo para a conclusão dos seus estudos nesta escola. Em 2003, novamente como bolseiro, prossegue a sua formação na Berklee College of Music, tendo terminado o curso de Film Scoring em 2005.
Como concertista, e nas mais diversas formações, passou por palcos como CCB, Hot Club, XII Festival de Jazz de Macau, Teatro Gil Vicente, Seixal Jazz, Teatro São Luís, assim como vários outros festivais e iniciativas no âmbito da música jazz. MySpace



29 Out. | 00:30 | Café Cine-Teatro
Alexandre Delgado

Nascido em 1967, no Tarrafal, ilha de São Nicolau, e criado na ilha de S. Vicente, numa família de músicos, este cabo verdiano cedo também despertou o interesse pela música com a ajuda dos irmãos mais velhos. Em 1987 emigrou para os Açores, ilha do Faial, para trabalhar na sua empresa de pesca. Gravou recentemente um CD, cumprindo um desejo que o acompanhou desde que entrou no mundo da música, ainda em Cabo Verde. Além de intérprete é compositor e conta com mais de meia centena de composições. No Faial, Açores, tocou com vários agrupamentos musicais, tendo feito digressões, a destacar o Brasil com a banda Atlas. MySpace

 

30 Out. | 00:30 | Taberna de Pim
Mr. Pimm Quartet
Porto Pim, Páscoa 2008, galão e croissant com queijo de S.Jorge no café do sítio como noutra manhã qualquer. Subitamente (ou não, de qualquer forma fica bem na narrativa) surge, pela boca do Albino, o convite ao Pedro Lucas, fazedor de beats e pedaços de canções, para um pequeno 'gig' na Taberna, também do sítio. Convidam-se os amigos - Zeca, Tobias e Ricky - e de 2 horas de ensaio fazem-se 6 de concerto. Estava dado o mote para o quarteto do Mr. Pimm, figura a quem o porto do sítio roubou o nome e uma letra. MySpace



31 Out. | 01:30 | Booka Bar
bANdARRA

E porque não? (Fevereiro de 2007) Depois de conversas intermináveis à mesa do café, depois de dizermos que não tínhamos tempo, depois de nos roermos por não voltar a tocar/criar, depois do depois, assentámos arraiais no vento Norte para nunca parar num sitio só e lá fomos, sonoridades e farras adiante. Não temos pouso fixo. Gostamos de ser vadios e ir partilhando o que descobrimos por aí... MySpace



01 Out. | 00:30 | Casa Bar
Babudjah
Sonoridades urbanas, para ouvir e sentir.


Espectáculo de Encerramento

02 Out. | 21:30 | Cine-Teatro Faialense
RASPA DE TACHO
A composição do grupo instrumental Raspa de Tacho reflecte a realidade da presença do Brasil em Portugal. Os seus integrantes são músicos brasileiros que vivem e tocam por estas bandas há já longos anos – Gabriel Godoi e Tércio Borges – e também músicos portugueses com grande paixão pelos sons do Brasil – João Vaz e João Fião. O objectivo de todos é contribuir para divulgar um género musical, o “chôro” ou “chorinho”, cujo apelo parece ser irresistível em qualquer lugar do mundo. O grupo nasceu em 2002, em formato de quinteto, e após algumas entradas e saídas de músicos, aposta actualmente no formato de quarteto, com cavaquinho, saxofone soprano, violão de sete cordas e percussão. Esta formação tem o essencial para soar como um “regional”, que é o nome dado às bandas que tocam chôro no Brasil. Chôro e não só: como é natural, o samba, o baião, a bossa-nova e outras cores do riquíssimo arco-íris musical brasileiro são convidados para a festa. Os clássicos estão presentes, mas também não faltam os temas originais compostos por membros do grupo. E nem sequer ficam de fora algumas contribuições dos reportórios português e cabo-verdiano; afinal, estamos em Lisboa, à entrada do século XXI... MySpace